Stonehenge e a primavera

 

Depois do pior inverno em muitos anos, a primavera finalmente chegou ao hemisferio norte. Antes de vir para ca, nunca havia me preocupado com as mudancas de estacao, mas, depois de ver como o frio eh bravo por aqui, comecei a entender porque os britanicos dao tanto valor quando o inverno acaba. 

Depois que um dos meus professores falou de uma especie de festival que acontecia em Stonhenge para comemorar o equinocio, primeiro dia da primavera, quando o dia e a noite tem exatamente a mesma duracao, me interessei em ir pra la. A unica coisa que sabia sobre o lugar era que tinha umas pedras. 

Stonehenge fica a aproximadamente a 50 km de Bournemouth. Pelo que entendi, o festival era baseado na crenca paga (que nao acredita em deuses, apenas nas forcas da natureza) e comecava com o nascer do sol e terminava ao fim do dia. Como minha noiva estava viajando no fim de semana, combinei com um amigo do meu curso de irmos pra la. Saimos de Bournemouth por volta das 5h e do sabado e seguimos para Stonehenge. Quando estavamos quase chegando la, qual foi a minha surpresa? Um transito violento pra chegar no lugar que fez com que ficassemos parados por mais de uma hora. Acho que a fila passava de 5 km e, por isso, acabamos perdendo o comeco do festival. 

Enfim, por volta das 7h, chegamos. Nao fazia ideia do que ia encontrar por la, mas quando cheguei, senti que ja tinha visto aquelas pedras em algum lugar. Quando perguntei que lugar era aquele, meu amigo me disse “eh o papel de parede do Windows, man”. 

Era la que eu tava, bro

 Quando caiu a ficha de onde eu estava, achei ainda mais animal. Apesar de estar lotado de gente, Stonehenge tem uma atmosfera de paz muito diferente. Quando cheguei la, tinha mais ou menos um  grupo de umas 100 pessoas vestidas com roupas de druidas e magos de maos dadas fazendo uma especie de prece em uma lingua estranha. 

As pedras de Stonehenge foram erguidas ha mais de 5 mil anos, e ainda eh um misterio para os estudiosos saber quem foram os resposaveis pela obra e qual o real sentido. Pelo que andei pesquisando, depois de quase 1.500 anos, os Druidas, especie de sarcedotes das sociedades celtas – que viviam na Gra-Bretanha antes da chegada dos romanos e germanicos, adotaram Stonehenge como um local de oracao e adiracao da natureza. Pelo visto, a tradicao eh mantida ate hoje. 

Acredita que toda essa galera tava la antes das 7 da manha?

 

Depois de mais ou menos uma hora de observacao, a fome bateu. Stonehenge fica num lugar totalmene isolado – a uniac coisa perto eh o estacionamento, que fica a mais ou menos 1 km. Perto do estacionamento, tinha um restauraente que servia cafe da manha. Tinha a opcao de comer la dentro ou pegar a comida, levar pra fora e fazer uma especie de pic-nic no meio das pedras. Entramos no clima e comemos sentados mesmo na grama – sensacao estranha, mas todo mundo tava fazendo isso.  Na real, o festival nao eh bem um festival. Eh mais uma reuniao de pessoas que so querem relaxar um pouco num lugar que transpira paz. 

  

Depois de comer, dei uma caminhada sozinho para pensar um pouco na vida e, como estava cansado da viagem e por ter acordado cedo, resolvemos ir embora por volta das 13h. Mas nao vou esquecer de Stonehenge. Nao porque eh o plano de fundo do Windows, mas pq eh um lugar realmente especial. 

PS. Pelo que sei, acontece um festival de verdade nas redondezas (com bandas e tudo mais), perto de Stonehenge, no primeiro dia do verao. Agora eh soh esperar pra ver.

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Roubaram a minha bike

Estou meio chocado com isso e ainda nao consegui processar direito o que aconteceu. Mas e verdade: roubaram mesmo a minha magrela. As 8 da manha, como de costume, deixei ela presa na grade do meu curso, e, quando fui pega-la para voltar pra casa, as 14h, nao estava mais la.

Eh amigos, e eu pensando que esse tipo de coisa nao acontecia por aqui. Mais detalhes sobre o caso em breve.

Portsmouth, Christchurch e Curry

Este fim de semana conheci duas cidades: Portsmouth e Christchurch. A viagem comecou na noite de sexta-feira. Frio pra caramba, mas seguimos para Portsmouth para visitar alguns amigos e familiares da minha noiva. Apos cerca de uma hora e meia partindo de Bournemouth, chegamos ao nosso destino: Premier Inn em Horndean. O lugar parecia deserto, e a sensacao era de que eramos os unicos hospedes do local. Dizem que essa rede Premier Inn e a mais barata do Reino Unido, mas nao sei se vale tanto a pena assim. Pagamos 70 libras pelo quarto e mais 5 libras cada pelo café da manha. Ou seja, a diaria saiu por 80 libras, o equivalente a mais de 240 reais (!!!!).

Na manha de sabado, o tempo nao poderia estar pior. Chuva e um frio de 2 graus. Descemos e acabamos descobrindo que o café da manha nao era servido no hotel e sim em um restaurante que fica anexo ao estacionamento. Em outras palavras, tivemos que tomar chuva pra ir e pra voltar. Mas beleza.

Portsmouth eh uma cidade estranha. Ela tinha tudo para ser bonita, mas tem alguma coisa la que nao ajuda. O porto e bacana, mas sujo. Em algumas partes, parece que o mar ta represado e fica uma coisa nojenta perto da costa. Alem disso, Portsmouth e o melhor exemplo de cidade inglesa que a gente tem na cabeca: cinza.

Portsmouth e sua chuva

 

O que valeu a pena em Portsmouth foi o fim de noite de sabado. Ao chegarmos no hotel, decidimos que iriamos a um restaurante indiano que fica na esquina. Segundo minha noiva, que cresceu nas ruas de Horndean, o India Cottage era o melhor indiano do sul da Inglaterra.   

Eu nunca tinha experimentado comida indiana antes, entao nao tinha ideia do que pedir. No cardapio, os pratos eram classificados pelo numero de pimentas. Pedi um Camarao a Byriani, que tinha 3 pimentas, prato mediano. Acertei. O curry e forte e se eu escolhesse algum prato mais picante nao ia nem conseguir comer. Acertei tanto que acho que aquele jantar foi um dos melhores que eu tive na minha vida. Alias, li num jornal local que a comida preferida da maioria dos ingleses eh o curry, mas isso ja e assunto para um outro post.

Na manha de domingo fomos para Christchurch , uma cidade bem proximo a Bournemouth. Alias, a cidade, apesar de ser bem menor, eh bem parecida com Bournemouth. Almocamos num lugar chamado Sea House. O lugar, apesar de ter umas 10 garconetes, nao tem um atendimento muito bom. A vista de la, no entanto, vale a visita. O bar fica em frente as docas, onde pequenos barcos ficam atracados e cisnes flutuam soltos.

Nice view, brother

 Apos a comida, seguimos para uma caminhada. A cidade eh chamada Christchurch por causa da igreja e do convento que existem la. A construcao foi erguida sobre ruinas de um castelo da Idade Media. Nao conseguimos entrar na igreja porque, mais uma vez, chegamos depois do horario de visitacao. Mas valeu a pena. Depois da caminhada, paramos numa loja de bebidas para comprar um vinho de presente pra uma amiga. Nessa mesma loja, encontrei a melhor cerveja que tomei em solo ingles: Desperados – sabor adocicado, com um leve toque de tequila. Um unico detalhe: nao eh inglesa.

Você sabe pra que serve um kettle?

A maior tradicao inglesa, sem duvida nenhuma, e o cha. Antes de vir pra ca, pensava que era lenda, coisa de filme. Mas, chegando aqui, vi que o negocio e serio. O cha aqui nao e tomado apenas no fim da tarde como alguns podem pensar, mas sim o dia todo, como a principal bebida do pais. Ainda no Brasil, minha noiva me fez experimentar o tradicional cha britanico (cha mate preto, sem acucar e com uma pequena dose de leite frio) – simplesmente horrivel. Nao conseguia imaginar que era aquela a bebida que a rainha tomava as 5 da tarde.

 Pois bem, chegando aqui, vi que a tradicao do cha e ainda mais forte do que eu pensava. Ao visitar amigos e familiares, a primeira coisa que voce escuta ao sentar no sofa eh ‘cup o`tea, cup o`tea’ e, se vc nao aceita, comeca aquela sequencia de perguntas: ‘o que as pessoas bebem no Brasil?’, ‘como assim nao bebem cha!?’. Entao, para evitar as reacoes adversas apos a descoberta que existe um mundo sem cha, o mais facil e mesmo aceitar a canequinha com cha e ficar quieto.

Respira fundo e bota pra dentro

Diferente da nossa visao, o cha aqui eh mais do que um simples cha. No frio, serve para esquentar o corpo, no calor, o cha serve para relaxar. Ta com sede? Toma cha. Ta ansioso? Toma cha. Dor de barriga? Toma cha. Sem sono? Cha. Agora, nao pense  aqui que eles fazem o cha esquentando a agua no microondas ou no fogao. Pra isso existe o Kettle.

Tambem nunca tinha ouvido falar, mas, depois que conheci, achei revolucionario. O Kettle eh uma especie de chaleira ligada na tomada que ferve a agua muito muito rapido e desliga automaticamente depois que termina o trabalho. Muito pratico mesmo. Aqui, geralmente a primeira coisa que as pessoas fazem ao chegar em casa – obviamente depois de tirar todos os mil casacos usados para sair na rua – eh apertar o botaozinho do kettle. Em menos de dois minutos, o cha ta pronto.

Como nunca pensamos nisso?

O cha aqui nao a apenas um cha. Eh um momento de conforto, de repouso, de prazer, de conversa, discussao, diversao, distracao. Eu mesmo ja estou bem acostumado com o cha. Nao consigo mais me imaginar tomando cha com acucar. Alem disso, quando nao estou a fim do tradicional, apelo para o de limao, peppermint ou de frutas vermelhas. Ha um mes atras, nao conseguia me imaginar tomando cha. Hoje, me pego com a caneca nao mao pelo menos tres vezes ao dia.

Agora mesmo, estou aqui sentado com uma xicara de cha vazia ao meu lado que, por acaso, foi o que me motivou a escrever esse post. Nao e so uma xicara de cha, eh inspiracao.

O fim da malandragem

 

Ontem eu fiz uma coisa que me deixou com a pulga atras da orelha – boa expressao hein, vô – e me fez pensar mais sobre as diferencas entre brasileiros e ingleses. Apos jantarmos, fomos ao cinema com alguns amigos para assistir Alice no Pais das Maravilhas – tenho a leve impressao de que isso vai ser motivo de zoacao mais tarde, mas beleza.

Era quarta-feira e, alem de ser o dia mais barato da semana, muita gente aproveita uma promocao de uma operadora de celular daqui que vende dois ingressos pelo preco de um. Em outras palavras, o cinema estava lotado. Por sinal, aqui ainda existem cinemas naquele antigo formato que a gente assiste em filme americano – cinema mesmo, nao redes milionarias como a Cinemark que soh funcionam dentro dos shoppings.

Nao sei se o longa ja estreou no Brasil, mas, para quem nao sabe, ele eh em 3D, e a gente tem que usar aqueles oculos, no mesmo esquema de Avatar. O que me motivou a escrever esse post foram os tais dos oculos. Apos o final do filme, a gente supostamente tinha que devolver os oculos em uma caixa na saida da sala. Nao tenho certeza se era obrigatorio ou opcional botar os oculos la. Sei que nao o fiz. Lembro de que quando assisti Avatar em Sao Paulo achei esses oculos tao legais que queria levar comigo, mas nao consegui porque tinha um funcionario recolhendo no fim da sessao. Ontem, sem essa pessoa la, nao resisti e mantive os oculos no meu bolso. Quando, me achando o malandrao, mostrei os oculos pras pessoas que estavam comigo, todo mundo fez uma cara de tipo ‘Why?’. Mas, de qualquer forma, vim pra casa satisfeito com minha mais nova aquisicao.

A vítima

Hoje, parei pra pensar um pouco nisso. Acho que quando assisti Avatar, o carinha tava la na porta da sessao justamente para evitar que todo mundo levasse os oculos pra casa. Se tivesse no cinema de Sao Paulo apenas uma caixa dizendo ‘Deposite aqui seu oculos para reciclagem. Obrigado’, o restinho de malandragem que todo brasileiro carrega no sangue iria falar alto e, claro, todo mundo iria querer seu proprio exemplar de oculos 3D. Mas aqui e diferente. As pessoas nao precisam ser vigiadas para nao exercerem a malandragem – eles fazem tudo certinho. Acontece que aqui o nosso jeitinho brasileiro nao e apreciado nem um pouco. 

Quer resolver as coisas por aqui? Arrume outro jeito

Achei essa diferenca ainda mais gritante depois que, brincando, disse que iria usar os oculos para pedalar na orla e tive um ‘Ah, e todo mundo vai saber que vc eh o cara que ficou com os oculos do cinema’ como resposta.  Pra mim, pouco importa o que acharam. No fim das contas, quem tem um oculos que me deixam com a cara do Elvis Costello sou eu.

Vamos a la playa?

Esta semana, em uma das minhas pedaladas pela orla – porque agora eu sou ciclista! – comecei a observar as diferencas entre as praias daqui e do Brasil. Desde o meu primeiro dia na cidade, me perguntava para que serviam as centenas de casinhas que ficavam enfileiradas na frente da praia. Acabei descobrindo que elas se chamam Beach Huts e que, no verao, turistas pagam fortunas para poderem desfrutar um dia em frente ao mar com conforto. Os huts, apesar de minusculos e de suportarem nao mais do que duas pessoas no lado de dentro, sao equipados com cozinha, chuveiro e energia eletrica, alem de cadeiras e guarda-sol. Na Inglaterra, casas de temporada custam muito caro e, diferente daquela historia de bens de consumos, nao e todo mundo que pode comprar ou alugar. Na maior parte dos casos, as cidades litoraneas sao movimentadas durante todo o ano, nao somente no verao como no Brasil, por isso tambem nao ha muito espaco vago para turistas na alta temporada.

Os beach huts sao uma alternativa para quem quer passar as tardes na beira do mar sem ter que pagar diaria de hotel. Posteriormente, descobri que para alugar um beach hut em qualquer praia de Bournemouth existe uma lista de espera quilometrica que, se eu colocasse meu nome la hoje, so conseguiria um hut em 2011.

Pensando em alugar um hut? Que tal em 2012?

Os huts refletem muito bem o jeito ingles de aproveitar a praia. Seja onde for, eles nao abrem mao do cha, de uma boa refeicao home-made – nesse caso hut-made – e do conforto, mesmo longe de casa. No Brasil, a gente nao ta nem ai.Vamos pra praia so de bermuda, queimando o pe no asfalto, ficamos ate tarde sem almocar e torramos no sol. Aqui, a galera passa na praia um dia como se estivessem e casa. E com relacao a torrar no sol, com as temperaturas na casa dos 25 graus no verao, os unicos filtro solares que vi a venda sao os de fatores acima de 40 – e olha que nem a primavera chegou ainda!

Aqui tive que me acostumar a ir pra praia de calca jeans, jaleco, cachecol e luvas – se na rua esta 5 graus, pode ter certeza que na praia a sensacao e de no maximo uns 2 graus.E, uma vez na praia, tive que me acostumar com os tais dos Groynes estragando a paisagem a cada cem metros. Os groynes funcionam mais ou menos como um quebra-mar e servem para proteger a praia das ondas muito fortes. A intencao e boa, mas, na pratica, a praia perde em beleza.

Os bloody groynes

Aqui eh impossivel caminhar quilometros sossegadamente com os pes na beira da agua porque a cada cem metros vc tem um groyne como obstaculo para pular. Deve ser por isso que existem os huts – “ja que nao da pra sair andando por ai, vamos ficar por aqui mesmo e tomar um chazinho a beira-mar”.

Idade Média logo ali

Vilarejo de Corfe Castle

Vilarejo de Corfe Castle

O primeiro fim de semana que passei aqui – ha tres semanas atras – foi, no minimo, curioso. Nosso plano inicial era ir para Londres, mas acabamos cancelando a viagem por conta com mal tempo. Entretanto, no sabado o ceu abriu e fez um dia adoravel. Seguimos entao para Sandbanks, o quarto lugar mais caro para se morar no mundo e, dizem, o lugar mais bonito da Inglaterra. Mas nosso destino final nao era la. Depois de uma parada para tomar alguma coisa, pegamos uma balsa e seguimos para Worth Matravers, um vilarejo bem pequeno no meio do nada, em Swanage. Pra variar, mais uma vez o nosso gps do celular falhou apontando que o lugar onde a gente queria chegar era no meio do nada. Ou seja, tivemos que perguntar de novo.

Apos uns dez minutos em uma estrada bem acabada, chegamos. La, paramos num pub chamado Square and Compass, que mais parecia um calabouco medieval. Entrar la me fez sentir como se estivesse em uma daquelas choupanas de filme de epoca. O lugar estava cheio de familias e casais que, como nos, so queriam aproveitar o sabado apos uma semana de clima horroroso. Para comer, pedi uma especie de torta com linguica. Foi la tambem que provei a pior cerveja da minha vida. Com a comida e bebida em maos, seguimos para uma mesa do lado de fora. O lugar era bem tradicional, coisa aqui conhecida como Old English Pub. Os clientes sentam em qualquer lugar, compartilham mesas e ficam livres para fazer o que quiser. Bem agradavel, principalmente por conta do clima que estava fazendo aquele sabado. Acho que a temperatura ultrapassou, pela primeira vez na semana, os 10 graus.

Area externa do Square and Compass, em Worth Matravers

Area externa do Square and Compass, em Worth Matravers

Depois de comer, seguimos para uma caminhada em uma area de pasto. A paisagem ali era bem bonita. Andamos no meio de bois e vacas e de muita meleca que prefiro pensar que era apenas lama. Depois disso entendi porque no Square and Compass tanta gente andava com os sapatos imundos. Aproveitamos que o dia estava bonito para tirar fotos da area.

Apos retornarmos, pegamos o carro e seguimos para o proximo destino. Um vilarejo antigasso chamado Corfe Castle. Fica a cerca de vinte minutos de Worth Matraves e a aproximadamente uma hora e meia de Bournemouth pela rodovia A-395.

Corfe Castle e uma vila medieval minuscula, ja afastada do mar. Ela foi construida em volta do castelo Corfe, do qual, hoje, so restam as ruinas. Segundo as informacoes turisticas, o castelo foi erguido por volta do ano 1000. De tao pequeno, acho que por ali nao vivem mais de 2 mil pessoas. O pequeno comercio e as casas sao voltadas para o turismo. Por termos chegado tarde, nao conseguimos ir ate as ruinas pois a  subida para visitar o castelo se encerra as 16h. Mas valeu a pena. Em volta das ruinas, corre um rio, onde carneiros bebem agua.

Apos uma caminhada, entramos numa lojinha que pra mim pareceu bastante estranha, mas minha noiva adorou. A loja inteira era dedicada a vida e obra da escritora Enid Blyton, que, segundo minha noiva, eh conhecida por todas as criancas inglesas. A moca da loja disse que Blyton nasceu e cresceu em Corfe Castle e que as aventuras que ela escreveu eram baseadas em um grupo de criancas que moravam no vilarejo.

Ha ainda alguns pubs, restaurantes, uma pequena igreja e muitas lojas de doces. Em um dos pubs – nao me lembro do nome, mas os donos dizem que e o pub mais fotografado da Inglaterra -, experimentei pela primeira vez Ginger Beer, uma bebida tradicional aqui no Reino Unido, segundo a minha noiva. No caminho de volta, tivemos uma surpresa que nos fez recordar Sao Paulo. Um acidente fez com que ficassemos parados por mais de uma hora no transito. Para evitar o stress, enquanto estavamos engarrafados, aproveitamos para apreciar a Ginger Beer – que, apesar do nome, nao tem alcool – ao som do The Small Faces.